RESUMO Em 2014, a tribo dos historiadores perdeu um de seus líderes, Jacques Le Goff. Autor inspirador e controverso, o medievalista francês influenciou não apenas os estudos sobre a Idade Média, mas também sobre a disciplina histórica de maneira geral durante a segunda metade do século XX. Seu legado é, sem dúvida, importante; contudo, as reflexões do último Le Goff apresentam algumas especificidades que merecem maior atenção por parte de seus pares. Assim, o presente artigo, após apresentar um sobrevoo a respeito de seus percursos profissional e historiográfico, se dedicou a traçar os principais aspectos da recepção de sua obra produzida em sua última década de vida. Ao final de nosso percurso, os trabalhos do medievalista terão nos conduzido a um de seus últimos legados: suas contribuições para a velha discussão entre especialistas e difusores do conhecimento histórico.
ABSTRACT In 2014 the tribe of historians lost one of their leaders, Jacques Le Goff. An inspiring and controversial author, the French medievalist influenced not only the study of the Middle Ages, but also the historical discipline in general during the second half of the twentieth century. His legacy is certainly important, but the reflections of the last Le Goff have some specificities that deserve greater attention from their peers. This article, after presenting an overview of his professional and historiographical path, tries to outline the main aspects of the reception that his works produced during his last decade of life. At the end of our journey, the works of this medievalist will have led us to one of his final legacy: his contributions to an old discussion between experts and the ones who disseminate historical knowledge.
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