Este artigo tem como objetivo identificar, nos estudos sócio-pragmáticos, divergências teórico-metodológicas na abordagem da indeterminação. A primeira parte discute, nestes estudos, diferentes perspectivas sobre as noções de contexto, comunicação e significado, contrapondo, de um lado, a pragmática de Grice e Searle e, de outro lado, a análise do discurso sócio-interacional derivada dos trabalhos de Bateson e Goffman e representada pela obra de Gumperz. A segunda parte do artigo estabelece as implicações teórico-metodológicas dessas duas perspectivas para a análise da indeterminação, demonstrando que estas divergem quanto ao escopo das motivações e dos fenômenos relacionados à indeterminação.
This paper aims at identifying theoretical and methodological divergences on meaning indeterminacy in socio-pragmatic studies. The first part discusses two different approaches on the notions of context, communication and meaning, by opposing, on one side, Grice's and Searle's pragmatics, and, on the other side, socio-interactional discourse analysis, originated from Bateson's and Goffman's works and represented by Gumperz's studies. The second part establishes the theoretical and methodological implications on the analysis of indeterminacy, showing that the approaches mentioned poses different sets of motivations and phenomena.
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